sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Atendimento especializado - saúde de VCA

1 comentários

Texto da leitora: Paula Babilônia

Gostaria de compartilhar com vocês um episódio ocorrido hoje nas dependências do Centro Municipal de Reabilitação Física e Auditiva - CEMERF, mantido pelo poder público municipal.

Este Centro é responsável por atuar na reabilitação de média e alta complexidade de pacientes deficientes ou com alguma limitação temporária, sejam adultos ou crianças.
Pois bem, já usuário do serviço desde 2008, meu filho foi hoje para primeira sessão com o seu novo fonoaudiólogo, visto que tivemos que fazer transferência de turno na escola onde ele estuda há dois anos e as terapias de reabilitação foram transferidas para o turno oposto. (Abro parênteses para informar que essa foi a única de quatro escolas que procuramos, da rede privada de ensino que se dispor a aceitar e incluir a criança na educação formal. Mas esse seria assunto para outro tópico).
Chegamos às 9:30h ao local, nos identificamos, entregamos o cartão de atendimento e aguardamos o encaminhamento do prontuário e nossa vez de sermos atendidos. Pois bem. Lá pelas 10:30h, chegou uma paciente também para o mesmo profissional.
Eis que ele prontamente os recebe e adentram para a sala de fonoterapia. Intrigada, pergunto aos funcionários da recepção se o prontuário já havia sido entregue. Eles disseram que sim e que não entendiam o que estava ocorrendo.
Fui à sala do profissional que ainda não havia fechado a porta, identifiquei-me e também o paciente que trazia comigo, e perguntei ao mesmo por que ele ainda não havia sido atendido, já que era a vez dele. O profissional disse que iria fazer aquele atendimento primeiro, e depois, quebrando um galho, poderia ser que atendesse meu filho. Eu retruquei dizendo que já havia sido marcado pelo Serviço social, o qual havia agendado e me ligado no início da semana e que estava tudo de acordo para o atendimento. Ele novamente disse que talvez atenderia, depois desse atendimento, e quebrando o galho. 

Até esse momento mantive a calma, embora o desaforo e afronta do "profissional"foram cortantes em nossa sensatez e disse ao mesmo que ele não quebraria o galho de uma criança de doença crônica, e que, como profissional, o mesmo havia faltado com a ética e o respeito.

Disse também que não seria preciso ele quebrar o galho de meu filho e que eu estava saindo daquele local e levando comigo o cartão de atendimento.
Tentei informar o ocorrido à coordenação e fui informada que estava ocupada ao telefone no momento. Aguardei por mais uns minutos e retirei-me fazendo um registro do ocorrido na Ouvidoria Geral do Município.
Chegando lá, fui ouvida mas não havia papel para emissão de qualquer notificação ao CEMERF, nem ninguem que pudesse tomar providências mais consistentes, pois a responsável pelo órgão estava em férias e não houve nomeação de substituto para agir em sua ausência.

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Um comentário:

Alma quase bonita... disse...

Esqueci de dizer também que além faltar papel na Ouvidoria do município também não há impressora.