Por Fred Hespanha Matt
| Carro elétrico |
Muita gente concorda que o carro elétrico é o carro do futuro, mas o que muita gente não sabe é que ele foi inventado em 1830. Naquela época, o ainda calhambeque, já possuía fácil manutenção, exigia poucas peças de reposição, não poluía as cidades e também não fazia barulho. O motorista sai de casa com seu carro para o trabalho e não tinha que parar em nenhum posto de combustível para abastecer. Era só chegar em casa, recarregar as baterias e pronto, o carango estava pronto para o dia seguinte.
Após 56 anos da invenção do carro elétrico, os alemães, Karl Benz e Gottlieb Daimler inventaram o carro a gasolina. Foram esses dois alemães que criaram o embrião da multinacional Mercedes Benz.
Nos anos 20, a cidade de Nova Iorque já possuía 90% da sua frota de táxi operando com carros elétricos.
Foi nesse tempo que surgiu Henry Ford... Conhece? Certamente que sim? Foi ele, quem bolou a fábrica de automóveis em série, só que dos barulhentos e poluentes automóveis a gasolina.
E o Robert Anderson? Você também conhece? Não? Pois bem, o desconhecido da história automobilística Sr. Robert Anderson foi o inventor do carro elétrico.
Na mente dos empresários, um carro que gastava com peças e consumia bastante, agradava muito mais do que o carro inventado pelo Sr. Robert Anderson. Além do mais, a gasolina, derivada do petróleo e matéria-prima finita com previsão de escassez poderia aumentar ainda mais o lucro deles nas especulações financeiras.
Obviamente, foi o Henry Ford, o cara que impulsionou a indústria do petróleo.
Daí em diante, o carro elétrico foi literalmente condenado a morte. Só para você ter uma idéia, nos anos 20, a GM adquiriu o sistema de bondes elétricos da Califórnia. Depois da aquisição, esses bondes foram sistematicamente sucateados, até não terem mais nenhuma condição de locomoção. Tudo isso aconteceu porque a pobrezinha da GM não tinha condições de executar as manutenções necessárias. Coitadinha da GM!
A indústria automobilística, somente voltou a falar do carro elétrico, na década de 90. Naquela década, a Guerra do Golfo fazia balançar o monopólio americano nas jazidas de petróleo árabe, fazendo as indústrias de automóveis temerem um possível encalhe nas vendas de carros a gasolina. Em 1996, a GM chegou fabricar um super carro elétrico chamado EV1 ( Electric Vehicle I) que chegava a uma velocidade de 130 km/h e tinha uma autonomia elétrica de 150 km, mas com o fim da Guerra do Golfo, a produção desses carros parou, e todos os EV1 fabricados foram recolhidos para destruição.
Hoje, se sabe, que as fábricas de automóveis já possuem projetos de carros elétricos abastecidos a energia solar, são os chamados “carros solares”. Acontece que, enquanto houver petróleo e a possibilidade de altos lucros, as indústrias continuarão oferecendo os poluentes carros convencionais ou então os “híbridos” (movidos a combustível fóssil e eletricidade) a preços caríssimos.
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