PEDRO DA SILVA REIS SANTOS, 43 ANOS, TENTOU BATER NA MÃE QUERENDO QUE ELA LHE DESSE DINHEIRO PARA COMPRAR CRACK.
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| Pedrinho, Viciado em Crack, matou o irmão à facadas na Nova Itapetinga. |
Por volta dás 23:00 h. os Policiais Militares Letian e Márcio prenderam na Rua Adailson Nery, Bairro Vila Riachão, em Itapetinga, PEDRO DA SILVA REIS SANTOS, O PEDRINHO, 43 anos. Segundo informações ele estava tentando espancar a sua mãe Dona Joaninha Reis Santos, de 90 anos, querendo que a mesma lhe desse um dinheiro para que ele pudesse comprar Crack. Como a sua mãe não tinha dinheiro ele começou a bater na idosa.
Duas jovens, vizinhas de “Pedrinho”, saíram em socorro à idosa e foram agredidas por ele, que completamente “nóiado” começou a quebrar as coisas de dentro da casa.
Com a chegada da PM o homem se alterou ainda mais, resistindo à prisão e partindo para cima na tentativa de agredir os PMS. Felizmente Pedrinho foi rapidamente imobilizado e preso pelos militares.
PEDRINHO, O HOMEM QUE MATOU ZEZINHO, SEU IRMÃO.
Há cerca de 15 anos um crime abalou a Nova Itapetinga.
Na travessa Rio de Janeiro - Nova Itapetinga (ao lado da antiga granja de Seichi Yamaushi) morava a família REIS SANTOS, a mãe, o pai, e os dois filhos Zezinho (o mais novo) e Pedrinho.
Ainda pequenos, na metade da década de 80, Zezinho e Pedrinho começaram a se envolver com pequenos delitos: furtos; uso de drogas como “Loló”, maconha, Rupnol, a famosa Pedra de Artânio (na época não existia em Itapetinga o Crack) e brigas de rua com as antigas “Barcas”, gangues ao qual Itapetinga vivia dividida no final da década de 80 (Dessas “barcas” algumas viviam em guerra na época, como a da Galera da Urbis, da Esquina 20, da "Galera do Clodô" e da Nova).
Zé e Pedrinho brigavam bastante, nas brigas continuamente quebravam coisas de dentro de casa e muitas vezes se feriam um ao outro. Mesmo com todas as brigas eles eram inseparáveis, para onde se via um, o outro estava ao lado. Porém numa noite, após uma intensa briga, enquanto Zezinho dormia, Pedrinho empunhando uma faca tipo peixeira esfaqueou e sangrou até a morte o seu irmão.
Pedrinho passou uns poucos anos preso em Jequié, e com as benesses do nosso código penal foi rapidamente liberado.
De Zezinho nunca me esquecí, em 1983 iniciamos juntos o nosso pré fundamental no CSU da Urbis. Negro, pobre, excluído...tinha nos seus poucos 05 anos já estampado na cara o sinal da rejeição e da miséria, no seu rosto já se visualizava, mesmo criança, o seu trágico caminho.
Dele, como de todos os excluídos, só restam poucas lembranças.
Fotos/Texto: Tiago Bottino Brige Silva - IaCom
Fotos/Texto: Tiago Bottino Brige Silva - IaCom
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