Polícia prendeu manifestantes em Moscou e São Petersburgo.
Manifestações tinham sido proibidas pelas autoridades.
Manifestações tinham sido proibidas pelas autoridades.
A oposição voltou a desafiar neste domingo o governo da Rússia
com protestos não-autorizados. Os manifestantes protestavam
contra as políticas do presidente Dmitri Medvedev e do
primeiro-ministro Vladimir Putin.
A polícia deteve no centro de Moscou dezenas de opositores que
participavam de uma marcha convocada em defesa do direito
constitucional de se manifestar, que fora vetada pelas autoridades.
Policial prende participante de protesto não-autorizado no centro da capital Moscou (Foto: Sergey Ponomarev/AP)
Entre outros, foram detidos políticos opositores famosos no país
e dirigentes de ONGs, como o escritor Eduard Limonov, líder do
Partido Nacional Bolchevique, e o representante da Frente de
Esquerda, Konstantin Kosiakin.
"Fui detido e colocado em um ônibus. Aqui estamos em 16 pessoas, e ao lado há outros três ônibus cheios. As detenções prosseguem", disse o diretor do centro humanitário Memorial, Oleg Orlov, à agência de notícias "Interfax".
Aleksandr Averin, dirigente do movimento A Outra Rússia, denunciou que "a polícia atua com extrema dureza" e calculou que "em apenas uma hora foram capturadas pelo menos 60 pessoas".
"Fui detido e colocado em um ônibus. Aqui estamos em 16 pessoas, e ao lado há outros três ônibus cheios. As detenções prosseguem", disse o diretor do centro humanitário Memorial, Oleg Orlov, à agência de notícias "Interfax".
Aleksandr Averin, dirigente do movimento A Outra Rússia, denunciou que "a polícia atua com extrema dureza" e calculou que "em apenas uma hora foram capturadas pelo menos 60 pessoas".
Segundo as agências locais, cerca de 400 manifestantes se
reuniram junto ao monumento a Maiakovski e à Sala Tchaikovsky e
gritaram "vergonha" para o governo.
Outras cidades
Foto: Dmitry Lovetsky/AP
Polícia prende manifestante em protesto em São Petersburgo, na Rússia (Foto: Dmitry Lovetsky/AP)
As autoridades proibiram todos os protestos, que a oposição convoca todo dia 31 em defesa do artigo de mesmo número da Constituição, que referenda o direito a manifestações pacíficas.
Os últimos protestos, realizados em 31 de outubro e de dezembro passados, terminaram com dura repressão policial e a detenção de dezenas de manifestantes.
A organização Anistia Internacional denuncia que, ao impedir que o povo exerça seu direito à liberdade de reunião e de expressão, a Rússia viola os direitos humanos e sua própria Constituição.
Em Kaliningrado, cerca de dez mil pessoas e militantes de diversos partidos participaram neste sábado (30) de um protesto contra o governo local e do governo federal, liderado pelo premiê Vladimir Putin.
Com informações da EFE e da AP
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