domingo, 31 de janeiro de 2010

Oposição volta a desafiar governo russo com protestos

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Polícia prendeu manifestantes em Moscou e São Petersburgo.
Manifestações tinham sido proibidas pelas autoridades.
Do G1, em São Paulo


A oposição voltou a desafiar neste domingo o governo da Rússia com protestos não-autorizados. Os manifestantes protestavam contra as políticas do presidente Dmitri Medvedev e do primeiro-ministro Vladimir Putin.

A polícia deteve no centro de Moscou dezenas de opositores que participavam de uma marcha convocada em defesa do direito constitucional de se manifestar, que fora vetada pelas autoridades.


Foto: Sergey Ponomarev/AP

Policial prende participante de protesto não-autorizado no centro da capital Moscou (Foto: Sergey Ponomarev/AP)

Entre outros, foram detidos políticos opositores famosos no país e dirigentes de ONGs, como o escritor Eduard Limonov, líder do Partido Nacional Bolchevique, e o representante da Frente de Esquerda, Konstantin Kosiakin.

"Fui detido e colocado em um ônibus. Aqui estamos em 16 pessoas, e ao lado há outros três ônibus cheios. As detenções prosseguem", disse o diretor do centro humanitário Memorial, Oleg Orlov, à agência de notícias "Interfax".

Aleksandr Averin, dirigente do movimento A Outra Rússia, denunciou que "a polícia atua com extrema dureza" e calculou que "em apenas uma hora foram capturadas pelo menos 60 pessoas".

Segundo as agências locais, cerca de 400 manifestantes se reuniram junto ao monumento a Maiakovski e à Sala Tchaikovsky e gritaram "vergonha" para o governo.

Outras cidades

Foto: Dmitry Lovetsky/AP 
Foto: Dmitry Lovetsky/AP

Polícia prende manifestante em protesto em São Petersburgo, na Rússia (Foto: Dmitry Lovetsky/AP)

A polícia também dispersou uma manifestação em São Petersburgo, detendo dezenas de pessoas. Também houve protestos em Yekaterinburgo, a terceira maior cidade da Rússia, nas montanhas Urais, em Krasnoyarsk e em Vladivostok.

As autoridades proibiram todos os protestos, que a oposição convoca todo dia 31 em defesa do artigo de mesmo número da Constituição, que referenda o direito a manifestações pacíficas.

Os últimos protestos, realizados em 31 de outubro e de dezembro passados, terminaram com dura repressão policial e a detenção de dezenas de manifestantes.

A organização Anistia Internacional denuncia que, ao impedir que o povo exerça seu direito à liberdade de reunião e de expressão, a Rússia viola os direitos humanos e sua própria Constituição.

Em Kaliningrado, cerca de dez mil pessoas e militantes de diversos partidos participaram neste sábado (30) de um protesto contra o governo local e do governo federal, liderado pelo premiê Vladimir Putin.

Com informações da EFE e da AP

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