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Davos
(Suíça) e Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim,
tentou hoje (30) minimizar o veto à entrada da vice-cônsul do Brasil em
Honduras, Francisca Francinete de Melo, ocorrido na tarde de ontem (29)
em Tegucigalpa. Segundo ele, foi um “equívoco” e “mal-entendido”. O
responsável por barrar a diplomata no aeroporto da capital, o diretor
de Imigração, Willy Mejía, teria sido demitido por ordens do presidente
hondurenho, Porfírio “Pepe” Lobo Sosa.
"Isso
foi certamente um equívoco e um mal-entendido. Quando eu tomei
conhecimento, o problema já estava até resolvido. Fui informado de que
ela [a vice-cônsul] vai poder entrar. Inclusive tenho informação [baseado em jornais] de que até o diretor de imigração havia sido demitido”, informou o chanceler em entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nesta manhã.
Em
Davos, na Suíça, para o Fórum Econômico Mundial, o ministro Celso
Amorim acrescentou que: “É um problema superado e um resquício de um
regime que já terminou”. O veto à entrada da diplomata no país vizinho
teria ocorrido em decorrência do rompimento das relações política entre
Brasil e Honduras após o golpe de Estado – de 28 de junho de 2009.
Perguntado
se o impedido ao ingresso da diplomata pode atrapalhar as relações com
o governo de “Pepe” Lobo – empossado no último dia 27 –, Amorim afastou
a hipótese. “Ao contrário, pelo que eu entendo, houve preocupação do
governo do atual presidente de resolver imediatamente e [também de] tentar demonstrar que foi um mal-entendido”, disse ele.
Por
126 dias, a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa (capital de Honduras)
abrigou o presidente deposto, Manuel Zelaya, e seus correligionários.
Com a posse de “Pepe” Lobo, ele deixou a embaixada em direção à
República Dominicana onde permanece como “hóspede” do governo do
presidente Leonel Fernández.
Amorim participa
hoje, em Davos, de uma reunião informal de ministros dos países que
integram a Organização Mundial do Comércio (OMC). O encontro vai tratar
da Rodada Doha – que reúne os países mais ricos do mundo e os
desenvolvimento para a discussão sobre as possibilidades existentes
para redução das barreiras comerciais. A reunião foi pedida pelo
governo da Suíça.
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