AE - Agência Estado
A Tunísia enviou forças de segurança para áreas
costeiras do país neste domingo, segundo uma fonte do governo, depois
que milhares de tunisianos em busca de asilo cruzaram o Mar Mediterrâneo
até a Itália.
Segundo a fonte, várias pessoas foram presas tentando deixar o país, e reforços foram enviados às áreas costeiras.
Autoridades europeias disseram neste domingo que estão prontas para
ajudar a Itália a lidar com a situação. O governo italiano declarou no
sábado estado de emergência humanitária, e depois manifestou sua
intenção de enviar tropas à Tunísia para tentar conter o êxodo.
A Itália havia feito um pedido formal de ajuda à União Europeia para
combater o que considera uma crise humanitária. Em comunicado conjunto, o
ministro do Interior Roberto Maroni e o ministro de Relações Exteriores
Franco Frattini também pediram "a chegada imediata de missões da
Frontex para patrulhar e interceptar a costa tunisiana". A Frontex é a
agência de fronteiras da UE sediada em Varsóvia.
Segundo uma porta-voz da União Europeia, a comissária para Assuntos
Internos do bloco, Cecilia Malmstroem, tem "plena consciência da enorme
pressão sobre a Itália" neste momento. No sábado, Malmstroem discutiu a
situação com o ministro Roberto Maroni, do partido anti-imigração Liga
Norte.
A maior parte dos imigrantes ilegais do norte da África chegou à
pequena ilha de Lampedusa. A maioria veio da Tunísia, após a revolução
ocorrida no país um mês atrás. Cerca de 4 mil imigrantes ilegais
chegaram à Itália desde quarta-feira, segundo Antonio Morana, capitão do
porto da ilha de Lampedusa. As informações são da Dow Jones.
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