Por Helder Silva
(heldersilva@vitoriadaconquistaemfoco.com)
- Chega de sobremesa Max, você não vai repetir! – Disse a mãe com voz autoritária.
Max fez uma cara de desdém e correu para o quarto. Sentou-se na cama, cruzou os braços e fez bico. “Não posso viver com tantas normas, proibir sobremesa é coisa de ditadura!", resmungava. De repente, teve uma idéia: fugiria de casa o quanto antes. Teria a doce independência. Começou pelas roupas, recolhendo as mais novas; depois os brinquedos que ele não abandonava de jeito nenhum; a coleção de figurinhas e os gibis... A cada item que ele recolhia o coração batia mais forte, pensando nas aventuras que iria viver.
Mochila nas costas e o cofrinho em forma de porco nas mãos, já estava tudo quase pronto. Foi caminhando sorrateiramente até a cozinha para pegar algumas provisões. “Um saco de biscoitos, um pote de geléia e algumas torradas seriam suficientes”, pensou Max. Nessas horas o coração já estava para pular da boca. Como sairia sem ser visto pela mãe? Resolveu caminhar silenciosamente, passou engatinhando por trás do sofá e abriu a porta devagar. Um vento frio bateu no seu rosto de forma não muito convidativa, como se não aprovasse o passo que ele estava dando. Respirou fundo e seguiu.
A mãe descansava no sofá, quando escutou umas batidas na porta. Ao abrir, viu um menino com uma mochila enorme nas costas, que disse:
- Mãe, que vamos ter de sobremesa amanhã?
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