quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O que você deseja para o Rio em 2016?

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Alba Zaluar, antropóloga:
“Concentrar a repressão sobre os que armam e municiam os traficantes; tentar dissolver o nó górdio da corrupção político-eleitoral e policial; concentrar orientação a mães com baixa escolaridade para prevenir violência de jovens na AP3 (subúrbios) e na AP1 (Centro).”

Sérgio Besserman, economista:
“Um Rio mais verde, com suas três grandes florestas bem protegidas e muito reflorestamento e arborização; mais azul, com as águas das comunidades com saneamento; as baías, o sistema de lagoas e as praias oceânicas despoluídas e limpas; mais branco, com o ar que respiramos mais saudável e sem aquecer o planeta. E a alma cheia de paz. E, ainda, muita transparência para que os aros olímpicos não nos saiam caros olímpicos.”

Eros Grau, ministro do STF:
“Pediria, além de obras de urbanismo, hotelaria (especialmente a reabertura do Hotel Glória!) etc., que a nossa alma carioca permaneça para sempre tal qual é.”

Carlos Diegues, cineasta:
“Que as Olimpíadas devolvam aos cariocas a cidade que o Rio sempre foi, com graça e humor, beleza e solidariedade, inteligência e paixão, delicadeza e espírito esportivo. Com transporte decente, segurança, escolas e hospitais para todos. Em que as favelas virem bairros proletários e de classe média corretamente urbanizados, com todos os serviços a que o resto da cidade tem direito. E que o cinema seja de fato atividade permanente no país, com as salas do Rio cheias de ótimos filmes nacionais. Sei que é muito, mas para que desejar pouco?”

Merval Pereira, colunista:
“Estender o programa de urbanização a todas as favelas da cidade (ou pelo menos à maioria), fazendo uma mudança estrutural que possa conter a violência. Claro que o foco em educação e saúde nesses sete anos ajudará.”

Roger Agnelli, presidente da Vale:
“Se tudo que foi prometido for realmente aplicado, teremos um Rio maravilhoso.”

Marcos Vilaça, acadêmico:
“Que todos tenham o direito de comer queijo de coalho e tomar caldo de cana, lendo em Manuel Bandeira a língua errada do povo.”

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