Para Oriovisto Guimarães, diferença para o preço no exterior é pequena.
Executivo falou a internautas do G1 em chat nesta quarta-feira.
Do G1, em São Paulo
Para quem acha que computador no Brasil ainda é mais "muito mais caro" do que no exterior, Oriovisto Guimarães, presidente do Grupo Positivo, tem um recado: a carga tributária caiu muito e hoje a diferença é pequena entre o produto brasileiro e aquele comprado fora do país.
"Eu já vi na Europa computadores mais caros do que no Brasil", diz ele, que acrescenta: "Em termos de tecnologia, não temos nada a dever [aos produtos estrangeiros]."
E o preço pode cair ainda mais: "Se o dólar ajudar, se os componentes baixarem de preços, vamos repassar ao consumidor. Se o governo baixar ainda mais os impostos, vamos repassar", diz ele. "Temos computadores extremamente baratos, como notebooks na faixa de R$ 1,2 mil."
Origem
A Positivo Informática teve origem nos anos 80, quando o grupo educacional de mesmo nome havia criado uma faculdade de engenharia de computação. As primeiras máquinas foram criadas para uso dos alunos. A partir daí, a empresa se desnvolveu. "Começamos numa casinha velha", contou o presidente do grupo. Hoje, incluindo hardware e softare, a área de informática corresponde a dois terços do faturamento do grupo.
Para Guimarães, o crescimento do setor responde a uma necessidade de mercado. Segundo ele, pesquisas apontam que, até 2011, o Brasil deve ser o terceiro mercado de informática do mundo. O grupo Positivo tem hoje 7,5 mil colaboradores. Na área de informática serão 5 mil trabalhadores até novembro, sendo 1,4 mil contratados ao longo de 2009.
Vendas em alta
De acordo o executivo, o grupo é líder no setor de informática no Brasil. "Hoje, se você contar o mercado cinza, o contrabando, temos 15% do mercado. No varejo, temos 30% do mercado. Se você somar [as empresas no] 2º e 3º lugar não dá o que vendemos", diz ele.
Guimarães diz que a empresa foi pouco afetada pela crise e até ganhou participação de mercado. "O mercado como um todo se reduziu 15% nesses seis meses [no último trimestre de 2008 e primeiro trimestre de 2009]. Mas a Positivo teve sorte porque estava muito bem, isso nos permitiu uma reação muito boa na crise, inclusive ganhamos market share", diz ele.
Ele crê que as vendas em 2009 serão positivas: "Em 2009, no primeiro semestre, nós já vendemos mais do que o primeiro semestre de 2008, quando não havia crise. E estamos muito otimistas com o segundo semestre, principalmente por causa do Natal", diz ele.
Soluções para a família
O executivo diz que está a empresa está preocupada em resolver questões da família brasileira, como integrar a televisão ao computador. "Tentamos buscar um computador racional [...]. Nós detectamos na sociedade brasileira, por exemplo, a situação do filho que quer um computador e uma televisão no quarto. Criamos então o PC-TV, uma ideia que foi copiada pelas multinacionais do Brasil."
saiba mais
Guimarães também destacou que a participação dos notebooks nas vendas da Positivo vem crescendo. "Nós já estamos hoje com 40% das vendas em notebooks. [...] Nós temos uma gama de produtos que vai da classe D à classe A com absoluta tranquilidade."
O presidente da empresa diz também que, apesar de a Positivo fabricar suas placas-mãe e cuidar do design de seus produtos, todas as empresas de computadores do mundo são montadoras. Por isso, haverá a constante necessidade de importação de peças. "Duvido que algum dia, em algum lugar do mundo, algum fabricante vá poder produzir todos os componentes de um computador", afirmou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário